sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

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Quando Jesus falou a respeito do arado, que não podia ser manejado olhando para trás, Ele mesmo estava num caminho sem volta, que não podia ser atrasado por nada nesse mundo. Lucas 9 começa falando do envio dos discípulos que não podiam se deter, mas deveriam pregar o reino e fazer curas. Quando a multidão seguiu Jesus e se viu com fome,
não foi permitido aos discípulos despedi-los, nem ir a cidade comprar comida. Com o que tinham deveriam alimentar os famintos. Mais adiante no texto, quando acontece a transfiguração diante de Pedro, Tiago e João, a proposta de ficarem ali parecia agradável, mas terminantemente negada. Logo deveriam descer e se deparar com um pai desesperado por causa de um filho possesso. E ainda, os discípulos ao debaterem entre si sobre o grau de importância de cada um, foram ensinados pelo Mestre que a simplicidade de uma criança é a meta para ser maior. Por fim, mesmo não recebendo acolhida entre os samaritanos, Jesus não deu ouvido à proposta de João e Tiago de vingança pessoal, mas antes os repreendeu e segui para outra aldeia.

Jesus deixou claro a um que se propusera segui-lo, até pela experiência recente entre os samaritanos que o Filho do homem não tinha onde reclinar a cabeça. Ao outro que pediu que se lhe concedesse sepultar o pai, disse que os mortos deveriam sepultar seus mortos. Nesse contexto nos deparamos com a observação final do verso 61: Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus. É muito claro que Jesus fala de uma caminhada reta, objetiva, sem entraves para os que deveriam segui-lo. Mas para onde Ele estava indo? O verso 51 fala do firme propósito de ir para Jerusalém. Já havia sido dito que era necessário que ele padecesse, morresse nas mãos dos anciões, e por fim ressuscitasse. Jesus seguia para Jerusalém, para o tempo da sua glória.

Jesus não olhou para trás em momento algum. Não vacilou, mas correu para o que lhe estava proposto desde a eternidade. Não considerou um tempo para descansar ou sequer postergar o que o esperava em Jerusalém. Da mesma sorte, Ele nos diz que alguém apto para o Reino deve olhar firme para frente, a fim de que o arado não perca a direção. Podemos lançar algumas questões sobre a figura do arado que Jesus usou. (1) Quem tem posto a mão no arado? (2) É impossível olhar para trás enquanto estiver arando? (3) O que será do arado quando olharem para trás?

Certamente os que têm posto a mão no arado são os que se dispuseram a seguir após Jesus, aqueles que como os discípulos no início do capítulo saíram para pregar o reino. Os que vivem a própria vida não se encaixam nesse perfil, os que preferem salvar a própria vida (verso 24). Mas em relação à questão seguinte, deve-se admitir a possibilidade de que ainda com a mão no arado, algumas pessoas não sejam aprovadas, e isso é um dado preocupante. O ponto não é a impossibilidade, mas a não permissão para tanto. Ora, não se trata simplesmente de abrir mão de suas vidas por qualquer motivo, mas de seguir a Jesus no mesmo caminho. Ir após Ele até Jerusalém com o mesmo firme propósito (verso 51). Por fim, considerando quem põe a mão no arado, mas olha para trás, observa-se que nunca chegará a Jerusalém, nunca passará pela cruz com Cristo. É um arado torto, com voltas longas de auto-exaltação, com interrupções de pensamentos de auto-satisfação, e omissão nos deveres.

Devemos nos questionar se de fato já pusemos a mão no arado, se temos realmente seguido após Jesus. Se nosso arado não é torto. Se somos aptos. Se nossa caminhada é até Jerusalém com Ele.

Poderíamos dizer com a mesma propriedade que Paulo?

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2.20).

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