sábado, 6 de agosto de 2011

Posted by Joel Rodrigues | File under :

Na pequena ilha de Faros, no Egito, Ptolomeu Philadelfo mandou construir uma imponente e majestosa torre de alvíssimo mármore, com 35 metros de altura. No cimo do monumento foram instalados potentes faróis a projetar luz abundante a grande distância, para orientar os nave¬gantes que por ali passassem.

Esse monumento, dada a sua grandeza e riqueza, passou a ser conhecido por Farol de Alexandria. De fato, para o tempo em que foi construído, era uma obra que só o arrojo poderia conceber e executar, e, por isso mesmo, foi considerada como uma das sete maravilhas do mundo de então.

Qualquer pessoa que vivesse naquela época, ao contemplar a solidez da construção do notável monumento, concluiria que estava diante duma obra de eterna dura¬ção. Entretanto, um terremoto, no ano de 1302, destruiu a maravilha que parecia de¬safiar a ação dos séculos. A catástrofe teve como resultado a extinção da luz do farol mais famoso da terra. Hoje ninguém mais o menciona, e apenas uns poucos lhe co¬nhecem a história.

O fato aludido serve para demonstrar quão frágeis são as obras do homem, mes¬mo as consideradas indestrutíveis e mara¬vilhosas; elas não suportam um movimen¬to maior da natureza; ante a manifestação de um fenômeno, tudo se altera e deixa de brilhar. Assim aconteceu com o Farol de Alexandria, assim acontece e acontecerá a quantas obras o homem construir, ou onde intervier indevidamente.

A igreja apostólica, no primeiro século de nossa era, foi um monumento de luz e grandeza entre as nações. Aqueles que as¬sistiram à organização e florescimento da igreja dos primeiros dias, certamente jul¬garam definitivamente vitorioso o movimento que se erguia e agigantava.

Em verdade, a Igreja de Cristo é um organismo que jamais será vencido. Entre¬tanto, ela tem sido prejudicada e impedida de brilhar entre as nações, por causa da in¬tervenção humana, que lhe modifica a estrutura e o funcionamento, substituindo as peças mestras, que Deus mesmo colocou, por outras que os homens imaginaram.

Como resultado, o que se observa nos dias presentes é a falta de vida e a ausência de brilho nas igrejas. Todos são unânimes em reconhecer que a igreja atual não é o grande e poderoso organismo que projetou seu fulgor até os confins da terra.

Todos os que possuem alguma parcela de responsabilidade na obra de Deus estão convictos de que a igreja de nossos dias não é o luzeiro dos dias apostólicos, e que algo está faltando para o seu perfeito funciona¬mento. A igreja possui o mesmo nome de cristã, mas não tem a mesma vida; entretanto, a vida é mais necessária que o nome.

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